Ceni revela segredo por trás de vitória no último lance contra Atlético-MG
Em jogo válido pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Bahia derrotou o Atlético-MG por 2 a 1, diante da Arena Fonte Nova lotada. Ainda que o gol que garantiu o triunfo tenha ocorrido no último minuto de jogo, Rogério Ceni creditou os três pontos no apoio incondicional de seus torcedores.
Durante coletiva de imprensa, o comandante não deixou esconder a euforia de realocar o clube para a 4ª posição da Série A. Apesar da persistência de seus atletas ser evidente, o encorajamento dos torcedores foi essencial para que o resultado não fosse aceito até o último segundo.
“Da maneira como foi construído o resultado, faltando sete segundos para acabar o jogo, isso tem um valor agregado com o torcedor fanático. Isso traz a torcida para o próximo jogo, traz a paz espiritual dos jogadores, traz a vontade de vir trabalhar no próximo dia, a vontade de vencer e viver novamente essa situação. Isso mostra que o torcedor tem que estar com a gente, tem que estar presente”, avaliou Ceni.
A nível de compreensão, o Bahia faturou 24 pontos dos 39 possíveis. Isso corresponde a sete triunfos, três empates e três derrotas. Embora reconheça as questões financeiras dos torcedores, Rogério pediu o apoio dos adeptos sempre que possível nos duelos do tricolor.
“Nós temos que botar 30, 35, 40, 45 mil pessoas a cada jogo. Claro que é difícil, com três jogos num espaço de seis dias, ninguém tem grana para gastar tanto dinheiro para estar aqui. O torcedor mostra que faz a diferença. […] Não podemos desistir nunca. O torcedor tem que estar sempre do nosso lado”, finalizou Ceni.
Crise financeira vivida pelo Atlético-MG
Enquanto o Bahia assume o posto de melhor mandante do Campeonato Brasileiro, o Atlético-MG tenta passar por cima dos problemas financeiros. Presente na 8ª posição da Série A, o Galo acumula salários atrasados, mas ganhou a confiança dos jogadores mesmo com o descenso à vista.
Após derrota para o Tricolor de Aço, Guilherme Arana conversou com os jornalistas presentes na zona mista. A fim de evitar atritos, o lateral do Atlético-MG destacou a necessidade de zelar pela instituição em que defende, mesmo com o atritos internos.
“A gente tem que fazer o nosso papel, pois somos funcionários do clube e temos um escudo a a zelar. Temos que trabalhar, ser profissional e vencer. Eu acredito que essa situação logo vai normalizar. A gente tem grandes pessoas que trabalham ali ao nosso redor. Temos que nos preocupar aqui dentro das quatro linhas, trabalhar, treinar, aperfeiçoar o que falta e fazer bons jogos”, disse o zagueiro do Atlético-MG.