Ceni solta o verbo sobre reforços e rebate pressão da torcida

Enquanto a torcida do Bahia assiste rivais se reforçando nesta janela de transferências, muitos questionam quando a equipe de Ceni irá se movimentar no mercado. O setor que sofre mais cobranças é, sem dúvidas, o ataque.

A equipe vem sofrendo para concretizar as chances criadas, e ainda possui um elenco curto no setor. Apesar de Willian José, contratado neste ano, ter contribuído com nove gols e duas assistências em 32 jogos em 2025, o atleta sofre com lesões.

Justamente por isso, o atacante de 33 anos esteve fora do confronto contra o Fortaleza neste sábado (19). No empate em 1 a 1, Ceni optou por Lucho Rodríguez na vaga e improvisou Cauly como falso nove.

O improviso, é claro, chamou atenção da torcida e reacendeu a discussão sobre contratações. Explicando a opção após o jogo, Ceni defendeu que o meia está acostumado a exercer a função e entrega boas características: se movimentar mais para sair da referência da zaga, gerando espaço.

Questionado sobre contratações, o treinador não fugiu da polêmica com a torcida e foi honesto. “É muito fácil pedir mais jogadores, e é direito do torcedor. Mas é uma empresa, e estamos tentando fazer o possível dentro das condições do clube para cumprir seus contratos”, disse.

Falta de objetividade é problema para Ceni

Além de responder sobre contratações, Ceni admitiu que a equipe vem sofrendo com sua falta de objetividade. Na visão do treinador, o time constrói bem desde o setor defensivo, faz triangulações com êxito e no entanto, falha em concluir as chances.

A dificuldade para criar chances pode custar caro ao Bahia na temporada. Isso porque nesta terça-feira (22), a equipe encara uma partida decisiva contra o América de Cali, valendo vaga nas oitavas da Sul-Americana. Além disso, Willian José ainda é dúvida, o que pode levar Ceni a repetir o experimento com Cauly.