Centroavante artilheiro no futebol estrangeiro pode estar a caminho do Bahia
No início da atual temporada, Rafael Ratão foi emprestado ao Cerezo Osaka, do Japão, após a comissão de Rogério Ceni definir sua falta de espaço no Bahia. Com vínculo firmado com os asiáticos até o final de 2025, o vice-artilheiro da J. League não planeja retornar ao Brasil na próxima janela de transferência.
Em entrevista exclusiva cedida ao ‘ge’, Ratão discorreu sobre seu momento atual, sem esquecer da forma como foi dispensado pelo Bahia. Após duas temporadas apáticas defendendo o escudo do Esquadrão de Aço, o ponta-esquerda rumou em novas direções, o que acarretou em sua valorização dentro e fora das quatro linhas.
“Estou muito bem aqui. Adaptado ao país, cultura e estilo de jogo. […] Pela minha minutagem (no Bahia), não foi como eu queria, acho que poderia mais, mas não depende só de mim. A gente respeita as escolhas dos treinadores. Acho que faltou isso, mais minutagem, tempo, jogos. Jogador tem que estar jogando, pegar sequência como titular para chegar em seu melhor nível”, explicou o atacante.
A título de recordação, Ratão foi contratado em 2023, quando o Bahia lutou para não ser rebaixado após ser adquirido pelo Grupo City. Posteriormente, na temporada passada, fez parte do grupo que garantiu acesso à Libertadores da América. Porém, com a ascensão dos demais concorrentes de setor, foi emprestado ao Cerezo Osaka.
“Claro que o cara quer ficar (no Japão), mas estou bem tranquilo, procurando fazer minha parte, estou feliz, fazendo gol, ajudando o time a ganhar os jogos. O futuro só Deus sabe como vai ser, mas para agora estou muito feliz aqui no Japão. Me receberam muito bem, a torcida, minha família está bem, minha filha vai começar a escola. Estou contente aqui”, finalizou o brasileiro.
Um pouco mais sobre o jogador emprestado pelo Bahia
Natural de Sumaré, em São Paulo, Rafael Rogério da Silva iniciou seus primeiros passos no mundo da bola por meio das categorias do Tricolor do Morumbis. Buscando ascensão na carreira, percorreu ainda a Ponte Preta, Penapolense, Boa Esporte, Guaratinguetá, Náutico, Atlético Tubarão, Novorizontino, Oeste, Luverdense e Bahia.
Em contrapartida, rumou em direção ao exterior, por onde adquiriu experiência por Japão (Albirex Niigata e Cerezo Osaka), Coreia do Sul (Chungju Hummel), Ucrânia (Zorya) e Eslováquia (Slovan Bratislava). No mais, em sua estadia pelo Bahia, Rafael atingiu 54 jogos, convertidos em 10 gols e quatro assistências.