Grupo City cumpre promessa e Bahia espera R$ 400 milhões no caixa
Ao lançar proposta para adquirir as ações da SAF do Bahia, o Grupo City prometeu zerar a dívida de R$ 300 milhões do clube. Mostrando tamanho comprometimento perante o Esquadrão de Aço, os acionistas cumpriram com o acordado, aguando apenas um retorno dentro de campo. Em síntese, o tricolor projeta arrecadamento superior a R$ 400 milhões na atual temporada.
Com a venda de suas ações para o Grupo City, o Bahia se tornou um dos clubes mais estruturados do futebol brasileiro. Sem dívidas evidentes com credores, o tricolor agora recalcula a rota em finanças da expansão de suas receitas. De acordo com o CEO Raul Aguirre, a maré tende a beneficiar novos investimentos dentro de campo.
“No primeiro ano, de 2023 para 2024, crescemos 24% e nesse ano vamos crescer 50%, em receitas operacionais projetadas em mais ou menos R$ 360 milhões, se somar com toda a parte de comércio de atletas, vamos passar confortavelmente R$ 400 milhões, isso é o primeiro patamar que nos permite sonhar com outros voos”, afirmou o dirigente.
Novos reforços para o Bahia
Embora dinheiro não seja um problema pra a nova gestão do Bahia, a chegada de novos jogadores pode não ocorrer em massa. Em entrevista coletiva, o técnico Rogério Ceni avaliou seu elenco, evidenciando a necessidade de respeitar o planejamento orçamentário do Esquadrão de Aço.
“Com relação a chegadas, é uma janela de ajustes, não de investimentos. Se tiver uma ou duas peças para trazer, vamos tentar trazer. Temos um bom elenco, talvez uma ou outra carência. Vamos trabalhar com o que o orçamento permite. Não adianta trazer qualquer jogador, aí é melhor trazer da base, que pode formar jogadores e até uma eventual venda futura”, avaliou o treinador.
Presente nas quartas de final da Copa do Nordeste, o Bahia segue vivo ainda no Brasileirão, Copa do Brasil e Sul-Americana. No mais, é esperado o desembarque de poucas peças de reposição, tendo em vista o amplo calendário de jogos.