Jogador do Bahia fez o impensável e disse NÃO à Seleção Brasileira
Atualmente aposentado dos gramados, Serginho construiu um legado fora de curva em sua carreira como jogador profissional. Outrora defendendo a camisa do Bahia, o ex-lateral revelou mágoa por ter sido excluído da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2002. Como forma de apagar a frustração, o craque decidiu não mais aceitar convocações da CBF.
Convidado do programa ‘Resenha ESPN’, o ídolo do Milan relembrou alguns momentos marcantes de sua trajetória. Embora tenha percorrido clubes como Bahia, São Paulo e Flamengo, a memória mais marcante foi ter vestido o manto da única delegação pentacampeã mundial.
Presente no elenco da Copa América de 1999 e da Copa das Confederações no mesmo ano, Serginho abriu o jogo sobre frustração persistente contra a CBF. Por ter sido preterido na Copa do Mundo de 2002 para dar espaço a Roberto Carlos e Júnior, o lateral-esquerdo pediu para não mais ser convocado.
“Eu vinha de um momento muito bom no Milan e eu nunca fui lembrado na Seleção Brasileira, eu fiz parte dos dois últimos jogos da Eliminatória da Copa do Mundo e depois caí novamente no esquecimento. […] Na Seleção Brasileira eu nunca tive essa importância dada pela gestão da CBF ou pela comissão técnica que ali fazia parte naquele momento”, iniciou o defensor.
Ainda que não tenha desqualificado seus concorrentes de posição da época, Sérgio Cláudio dos Santos esperava um olhar diferenciado dos representantes da CBF. Ao ser questionado sobre um possível arrependimento, o ex-lateral mostrou estar em paz com a decisão tomada há 23 anos.
“Foi uma decisão muito pessoal minha, eu não me arrependo. Em 2006 eu também tinha a possibilidade de ir porque eu estava muito bem no Milan, mas ao decorrer da minha decisão ela me impossibilitou de ir para a Copa do 2006, mas água passada no rio não retorna, eu acho que eu tomaria a mesma decisão que eu tomei em 2002”, completou.
Carreira além do Bahia
Natural de Nilópolis, no Rio de Janeiro, Sérgio recebeu a primeira oportunidade no mundo da bola no Itaperuna, equipe da mesorregião do Noroeste Fluminense. Contudo, em 1993, foi contratado pelo Bahia, mas sequer entrou em campo naquele ano, se despedindo do tricolor na temporada seguinte com dois gols e uma assistência.
Enxergando potencial no atleta, o Flamengo adquiriu os direitos federativos do lateral-esquerdo, mas sua estadia foi encerrada com apenas 10 jogos realizados. Posteriormente, deixou sua marca por Cruzeiro, São Paulo, Milan e Seleção Brasileira.
Confira as taças erguidas pelo ex-Bahia:
- Títulos por times internacionais: Mundial de Clubes (2007) | Supercopa Europeias (2003, 2007) | Champions League (2003 e 2007 | Campeonato Italiano (2004) | Copa Itália (2003) | Supercopa da Itália (2005).
- Títulos por times nacionais: Copa Master Conmebol (1996) | Supercopa Masters (1995) | Copa do Brasil (1996) | Campeonato Baiano (1996) | Campeonato Paulista (1998) | Campeonato Mineiro (1996).
- Título com a Seleção Brasileira: Copa América (1999).