A grandeza do Bahia ainda é questionada por torcedores rivais, mas ao destrinchar sob a histórica do clube é inegável refutar a ideia. Apesar de não ter cravado vaga para a atual edição do Super Mundial de Clubes, o Esquadrão de Aço chegou a encarar o Bayern de Munique em um passado distante.
Durante as décadas de 1950 e 1960, era comum que clubes nacionais atuassem contra planteis europeus. Nesse ínterim, um amistoso entre Bahia e Bayer foi marcado, acarretando na goleada história por 6 a 1 assinada pelo tricolor.
O detalhe curioso é que o encontro ocorreu na Alemanha, tendo o Bayer de Munique o apoio integral de seus torcedores na excussão em questão. Em 1960, após ser coroado o primeiro campeão brasileiro, despachando o Santos, de Pelé, o Bahia recebeu um convite para disputar amistosos na Europa.
Sem pensar duas vezes, a cúpula baiana se organizou e rumou em direção ao Velho Continente, encontrando no meio do caminho os alemães. No dia 18 de outubro daquele ano, Léo Brigilia (três gols), Alencar, Alfredinho e Mário estufaram as redes em favor do Esquadrão de Aço.
Potencializando a dinastia do campeão do Brasil, o Bahia ainda triunfou em cima do Viktoria Berlin, Anderlecht (BEL), Standard de Liège (BEL), Racing (FRA), Admiral (RUS) e Beerschot (BEL). No mais, Santos, Botafogo, Fluminense, Grêmio e Flamengo também chegaram a derrotar o Bayern de Munique.
Bahia recebe descanso merecido
Com a paralisação decretada para a disputa do Super Mundial de Clubes, o Bahia e demais equipes não classificadas para o torneio receberão folga de um mês. No entanto, a cúpula tricolor decretou que somente alguns dias de folga serão autorizados, tendo em vista as disputas do Nordestão, Série A, Sul-Americana e Copa do Brasil.
“O Bahia fez 44 jogos, esse time 40. São merecedores desse descanso mental, físico para daqui a duas semanas voltarmos a trabalhar e aí começar a se recondicionar para enfrentar essa segunda parte que a gente espera que no bom sentido também seja uma maratona. A gente quer conduzir o Bahia o mais longe possível nas competições que não sejam de pontos corridos”, avaliou Ceni.